domingo, 6 de maio de 2012

O Show do Nada Surf em Belém


A noite quente de Belém começou com a Banda Turbo, banda essa que subiu ao palco exatamente às 22h, indo de contra a outros eventos que sempre ocorrem atrasos de meia hora ou até mais desrespeitando o público. Como nossa equipe do IdB chegou atrasada esperando esse tempo "extra" que ocorre em Belém não pudemos analisar o que a banda propôs nessa noitada e sabendo do que ela é capaz acedita-se que mandaram muito rock n' roll pra pequena galera que se encontrava no local.
Chegamos no fim do show da Banda Elder Effe, nome esse do artista principal da banda que é um grande baixista e sem dúvida um dos melhores que temos no Estado. Era hunânime onde todos que me abordavam comentavam o quanto o Elder estava maduro e o som estava excelente com boas músicas e  que deixaram a galera feliz!
A tão esperanda The Baudelaires não chegou a empolgar tanto mas o que se podia ver era o esforço da "mulecada" em tentar manter as boas performances de shows anteriores. Mandaram em sua maioria músicas novas e que o público ainda não ingeriu com veemência, caso que não ocorreu com a baladona "She's a Queen", única antiga. O Show foi um Pouco morno no geral e com certeza não foi uma das melhores apresentações da banda, que num geral cumpriu muito bem a escalada.
A Ansiedade tomava conta de todos, afinal o Se Rasgum trazia a Belém novamente um show internacional. Banda desconhecida para alguns, mas acredito que 70% dos que estavam lá conheciam o trabalho do Nada Surf.
A Banda subiu extamente 00:30h já do sábado e daí pra frente o que se viu foi um repertório que mostrou exatamente o que a banda carregou nestes 20 anos de carreira. Base das músicas foram do novo álbum que para a nossa equipe é o melhor indiscutivelmente, mas alguns clássicos também chegaram a relembrar alguns dos seriados americanos que nós humanos chegamos a acompanhar nas tvs pagas.
Ao Som de "Clear Eye Clouded Mind" logo de cara ficou evidente que a noite seria uma longa caminhada do bom rock alternativo. Quem não conhecia agora virou fã e quem sabe um dia possa vê-los novamente (eu não acredito) por aqui. Sentindo muito calor os integrantes mesclaram algumas baladas no repertório, afinal todos precisamos tomar um bom copo de água (risos). Matthew Caws, vocalista da banda não ligou pra isso e em vez de água o cara bebeu foi uísque puro e sem gelo. "tômate" (risos).
Depois de vários hits a banda foi trocar as camisas e pegar um ar no camarim na beira do rio. Na volta o vocalista falou sobre o desmatamento na Amazônia e pediu a ajuda de todos na luta contra isso juntamente com o Greenpeace que está na cidade este fim de semana. No bis rolou a tão aclamada "Always Love" que é na verdade o grande hit da banda e a pequena multidão foi ao delírio (nunca tinha visto tanta paixão), e encerrou com "Fuck It" música de refrão fácil onde todos repetiam até o final do show.
Num geral o Nada Surf é uma super banda, mandaram muito bem e agradecemos a Se Rasgum que fez um esforço pra trazer esse show pra Belém, e esperamos que outros mais passem por aqui, mas o ponto negativo do show do Nada Surf, foi a feira formada entre uma balada e outra, o que chamou a atenção dos músicos que chegaram a pedir um silêncio no meio do show. Mas como alguns são péssimos educados o que nos resta é esquecer esse ponto, e acreditando que teremos uma outra noite como aquela do dia 04.05.2012.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Nada Surf em Belém

Nada Surf traz turnê ao Brasil em abril e maio

A banda americana Nada Surf fará quatro apresentações no Brasil entre os meses de abril e maio. O trio de Nova York vem ao país para apresentar a turnê do disco “The stars are indifferent to astronomy”, o sexto de sua carreira, que foi lançado em janeiro.
O primeiro show acontece em São Paulo (Cine Joia) no dia 25 de abril. Depois, a banda segue para Curitiba (Music Hall) no dia 28 e, no dia 1º de maio, toca na Argentina, em Buenos Aires (Niceto Club). De volta ao Brasil, o trio se apresenta em Belém (Se Rasgum Apresenta) no dia 4. Por fim, encerra a sequência de shows em Fortaleza (Orbita Bar) em 5 de maio.
De acordo com a assessoria, novas cidades serão adicionadas à turnê em breve. Para mais informações sobre venda de ingressos e valores, acesse o Facebook da agência responsável pelos shows no país.
Para a nova turnê, Doug Gillard, ex-integrante da banda Guided By Voices, vai acompanhar o Nada Surf, que tem em sua formação os membros Matthew Caws (voz e guitarra), Ira Elliot (bateria) e Daniel Lorca (baixo).
Em Belém Será dia 4 de maio no Hotel Gold Mar! Ingressos antecipados promocionais a R$ 30 (em breve na Ná Figueredo). A noite ainda traz os shows de abertura de: The Baudelaires, Elder Effe e Turbo.
Mais informações no facebook do Se Rasgum Produciones

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Twítticas - a história de um projeto musical. Ou: a jornada do músico solitário.

Twitter, twittar, twittadas, twítticas...
Em 2010 decidi fazer meu segundo projeto musical. Chamo de "projeto" por falta de nome melhor, já que nem posso chamar de CD, a combalida mídia em que ainda armazenam-se canções. Parti do pressuposto de que antes de fazer meu repertório tornar-se um acrílico redondo e venal (às vezes mais, às vezes nada...) deveria ter a devida noção de que cada canção encontraria uma palavra chave nessa jornada: convergência.
Afinal, de que valeria tornar público algo que não tocasse o público ao qual se destina? Muito menos valeria a pena sair por aí a cantar algo que soasse aos meus ouvidos como um incômodo. Assim, era preciso convergir: achar o ponto de união entre o que ouço-toco e o que aqueles que procuro ouvem e se deixam tocar.
O ponto dessa união era, percebi, a emoção e o intuitivo. Nem racional, nem irracional. Mas "arracional": saber que é preciso sentir além do saber.
A primeira necessidade que notei foi a de falar a língua do meu tempo. Usar a matéria prima ao meu redor, ainda que para fazer canções com alma poética. Coloquial sem ser banal. Cotidiano sem ser trivial.
Isso me levou, invariavelmente, à comunicação da internet: tanto conteúdo, e tão rapidamente processado, exigindo dinamismo fez surgir a mímica da mímica, o Twitter.
Passei então a usar essa ferramenta como padrão e fôrma das canções. E disso surgiu o nome "Twítticas - a poesia concisa do contemporâneo". É claro que o trabalho não se resumiria ao twitter. Este apenas entraria como mais uma das metáforas que eu me propus usar.
E foi um desafio: fazer canções bem estruturadas, com boas rimas, usando figuras de linguagem apropriadas e com mensagens coerentes; nada jogado só pra encher lacunas; nada, muito menos, abandonado por falta de inventividade ou espaço. Mas tudo dentro da exígua fôrma do contemporâneo.
O resultado, logicamente, não poderia soar repetitivo. E pra evitar isto, repensei a forma das canções (estrofe, refrão...) e fiz agrupamentos dinâmicos, além de versões em inglês e espanhol para alguns trechos das letras.
Ainda faltavam os arranjos. Segui o modelo conciso, aí também, e disse "não" ao exibicionismo desnecessário.
As estruturas foram devidamente montadas em células rítmicas e frases em ostinatos cuidadosamente compostos de forma que não cansassem o ouvinte mas, isso sim, o embalasse confortavelmente. Cogitei a música eletrônica como modelo. Mas não queria a sonoridade "dura" das pistas. Então fiz às vezes de percussões e baterias em vocalizações, ao estilo "beatbox".
A obra, se me permite chamar assim, tem citações da grande poetisa portuguesa Florbela Espanca e das Sonatas e Partitas de J.S.Bach, como pontes da tradição consagrada até nós. Citações essas que fazem do repertório uma única peça, uma espécie de suíte "galldinística", em que uma música se transforma na outra.
O desejo de fazer um CD assim me veio de uma sinfonia que ouvi há muito tempo. Nela um dos movimentos não é interrompido, como regra geral, e irrompe no seguinte. O que me moveu também nesse intento foi o disco "Vibrator", montado semelhantemente com colagens entre as canções, e que me fez ouvir milhões de vezes Terence Trent D'arby.
Posso dizer convicto que Twítticas é complementar ao meu primeiro CD, OctOpus. Este tem em sua construção engenhosa o alicerce do que agora lanço na rede: cada nota foi milimetricamente pensada, experimentada e só entrou na gravação após ser ouvida mil vezes na pauta.
O resultado desses arranjos é um songbook virtual que em breve disponibilizarei aqui. Algo pouco usual, devo crer. Além disso, cada instrumento ou sessão da gravação será jogado na rede em mp3, de forma que todo material será aberto aos que tiverem interesse.
Me envolvi completamente nesse projeto durante os dois últimos anos: de montar o conceito, de compor cada música, de fazer todos os arranjos, de gravar instrumento por instrumento, de cantar cada voz, de fazer boa parte da produção em um Mac, de divulgar nas redes sociais cada etapa em vídeos e etc. e até da honrosa tarefa de convidar as participações super especiais: tudo só me deu prazer. Um prazer que o dinheiro não paga, com o perdão da frase feita.
Agora eis um resultado único. Como o cafezinho da vovó: Twítticas (e digo sem falsa modéstia, arrogância nem tolo temor) SÓ EXISTE UM!
Dia 10/2/12 à partir das 10:00 será o momento de lançar ao universo cibernético "@Twítticas - a poesia concisa do contemporâneo".

Agora é com você: ouça, baixe e compartilhe!
É bom e de graça.

#Ama_a_vida_segue!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Webradio no ar

Passamos por momentos de instabilidade em nossos sistemas, mas agora já está tudo resolvido e a webradio está de volta e em breve nossos programas ao vivo também estarão. Aguardem informações.

Loucos pelo IdB!

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